{"id":950,"date":"2009-11-22T19:59:34","date_gmt":"2009-11-22T22:59:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sinaisdagente.com\/blog\/?p=950"},"modified":"2009-11-29T17:07:55","modified_gmt":"2009-11-29T20:07:55","slug":"mst-luta-pela-terra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinaisdagente.com\/blog\/?p=950","title":{"rendered":"MST luta pela terra"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"NewsTitle\">&#8220;Preferimos morrer  a desistir de lutar  pelo direito \u00e0 terra&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sinaisdagente.com\/blog\/wp-content\/uploads\/mst21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-955\" title=\"mst2\" src=\"http:\/\/sinaisdagente.com\/blog\/wp-content\/uploads\/mst21.jpg\" alt=\"mst2\" width=\"200\" height=\"120\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/dn.sapo.pt\/inicio\/globo\/interior.aspx?content_id=1427532&amp;seccao=CPLP\" target=\"_blank\">Publicado no DN a 22 de Nov&#8217;<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por Vanessa Rodrigues, Marab\u00e1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span id=\"ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent\">A desconfian\u00e7a reina na sede do MST em\u00a0 Marab\u00e1. Talvez porque muitos &#8220;companheiros&#8221; vivam sob amea\u00e7a de morte.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent\">A pol\u00e9mica estrada transamaz\u00f3nica, que corta a cidade de Marab\u00e1, no Sudeste do Par\u00e1, no Brasil, passa em frente ao hotel Porto Bello. Ao redor, bombas de gasolina, mec\u00e2nicos, terra cor de cobre, alagada e malcheirosa, como se estivesse h\u00e1 muito com as feridas abertas, em putrefac\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma regi\u00e3o &#8220;perigosa&#8221;, &#8220;tensa&#8221;, que leva o apelido de &#8220;Marabala&#8221;, por ser &#8220;terra de pistoleiros&#8221;, ainda.<\/span><\/p>\n<p>S\u00e3o 09.00 e Giselda, do Movimento dos Sem-Terra (MST), ainda n\u00e3o devolveu a chamada do dia anterior. Dois dias depois viria a autoriza\u00e7\u00e3o para conhecer o trabalho e a &#8220;luta&#8221; social do MST &#8220;pela terra&#8221;, no Acampamento Jo\u00e3o Canuto, a tr\u00eas horas de viagem pela prec\u00e1ria estrada PA-150, mais a sul.<\/p>\n<p>H\u00e1 um clima de desconfian\u00e7a na sede do MST. Palavras breves e a pergunta constante: &#8220;Est\u00e1 a gravar?&#8221; Giselda tem raz\u00f5es para desconfiar. Alguns membros do MST vivem sob amea\u00e7a de morte. Ela j\u00e1 viu &#8220;muitos companheiros&#8221; assassinados. &#8220;Os respons\u00e1veis continuam impunes&#8221;, diz, como quem diz que continuam \u00e0 solta para continuar a matar. Depois, o MST tem &#8220;fama de corrupto&#8221;, &#8220;violento&#8221; e &#8220;perigoso&#8221;, sobretudo porque &#8220;ocupa&#8221; grandes fazendas, apropriadas &#8220;ilicitamente&#8221;.<\/p>\n<p>Para Mercedes Queiroz, de 27 anos, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o estadual do MST, \u00e9 uma &#8220;imagem constru\u00edda&#8221; pela &#8220;imprensa burguesa&#8221;. &#8220;Reivindicamos um direito garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o: a terra. E somos oprimidos por fazer cumprir a lei.&#8221;<\/p>\n<p>A semana passada, por exemplo, integrantes do MST de Marab\u00e1 foram &#8220;acusados&#8221; de terem destru\u00eddo planta\u00e7\u00f5es na fazenda de Daniel Dantas, um famoso banqueiro brasileiro. O cen\u00e1rio de &#8220;opress\u00e3o&#8221; a membros do MST, ressalva Mercedes, repete-se &#8220;constantemente&#8221;, por todo o Brasil. Mas nesta regi\u00e3o o conflito pela terra \u00e9 ainda &#8220;mais intenso&#8221;. Para Mercedes, as autoridades &#8220;fecham os olhos&#8221;. Mais do que &#8220;a luta pela terra&#8221;, completa, o MST reivindica uma &#8220;reforma agr\u00e1ria popular&#8221;.<\/p>\n<p>O que isso significa? &#8220;\u00c9 a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade a partir de uma reforma agr\u00e1ria.&#8221; \u00c9 essa a &#8220;luta&#8221; do &#8220;\u00cdndio&#8221;, como \u00e9 conhecido no Acampamento Jo\u00e3o Canuto. Magro, moreno, com rugas ao redor dos olhos, ele n\u00e3o muda o tom de voz, cerimonioso e seco para contar como &#8220;quase&#8221; morreu com seis balas no corpo.<\/p>\n<p>Em Abril, ele e outros &#8220;companheiros&#8221; foram apanhados numa &#8220;armadilha&#8221; na Fazenda Esp\u00edrito Santo, do Daniel Dantas. &#8220;Os jagun\u00e7os [capangas] da fazenda&#8221;, conta, &#8220;fizeram alguns companheiros nossos ref\u00e9ns e disseram que queriam conversar connosco&#8221;, conta. Ele e &#8220;outros&#8221; foram &#8220;em marcha&#8221; at\u00e9 \u00e0 Fazenda. Quando chegaram, &#8220;um canal de televis\u00e3o&#8221; estava l\u00e1. &#8220;Ouvimos o gerente da Fazenda dar ordem para atirar e come\u00e7aram a chover balas. N\u00e3o tivemos forma de nos defender. As nossas \u00fanicas armas s\u00e3o a foice para trabalhar a terra&#8221;, desabafa. A maioria dos seus companheiros morreu no &#8220;massacre&#8221;.<\/p>\n<p>O \u00cdndio foi &#8220;salvo&#8221; por um jornalista desse canal. &#8220;Ele disse ao pistoleiro que queria falar comigo. Deve ter tido remorsos e pediu para me socorrerem.&#8221; Ele diz que quer &#8220;conquistar&#8221; a terra &#8220;pela paz&#8221;. &#8220;Preferimos morrer a desistir de lutar por esse direito.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/dn.sapo.pt\/inicio\/globo\/interior.aspx?content_id=1427311\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-957\" title=\"mst1\" src=\"http:\/\/sinaisdagente.com\/blog\/wp-content\/uploads\/mst11.jpg\" alt=\"mst1\" width=\"200\" height=\"120\" \/><strong>A longa luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent\">O MST \u00e9 um movimento social brasileiro, com inspira\u00e7\u00e3o marxista, que comemorou este ano 25 anos, formado em Cascavel, no Paran\u00e1, quando alguns trabalhadores rurais se organizaram para lutar por uma Reforma Agr\u00e1ria. O movimento existe em 24 estados e, at\u00e9 agora, 350 mil fam\u00edlias conquistaram a terra &#8220;por meio da luta e da organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores rurais&#8221;. Como funciona a ocupa\u00e7\u00e3o de terras? &#8220;O colectivo da Frente de Massas&#8221;, conta Mercedes, &#8220;vai percebendo quais as terras do Governo apropriadas ilicitamente ou que n\u00e3o est\u00e3o a cumprir a sua fun\u00e7\u00e3o social&#8221;. &#8220;Depois&#8221;, continua, o MST &#8220;sensibiliza fam\u00edlias sem-terra&#8221; e elas passam a organizar-se num acampamento. &#8220;Resistem na terra, enquanto correm os tr\u00e2mites judiciais de ocupa\u00e7\u00e3o da terra&#8221;. J\u00e1 o &#8220;assentamento&#8221; avan\u00e7a quando se &#8220;legaliza a terra a favor dessas fam\u00edlias organizadas&#8221;. Depois, o &#8220;grande desafio&#8221; \u00e9 avan\u00e7ar &#8220;produtivamente&#8221;, para &#8220;cumprir&#8221; a Reforma Agr\u00e1ria Popular, com base em princ\u00edpios de &#8220;explora\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica&#8221;, esclarece.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Nota<\/strong><\/em><\/span>: <em>na publica\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio de Not\u00edcias foi alterado, por decis\u00e3o do editor, o nome de Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra por Movimento Sem Terra. S\u00f3 quando foi publicado percebi a altera\u00e7\u00e3o. As duas designa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito distintas e referem-se a movimentos sociais diferentes. No Brasil, Movimento Sem Terra refere-se aos movimentos sociais em geral de ocupa\u00e7\u00e3o de terras, enquanto que o MST \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o estruturada com objectivos e linha pol\u00edtica definida. Nesse sentido, a altera\u00e7\u00e3o induz em erro o leitor como se se tratasse da mesma coisa.<\/em><\/p>\n<div class=\"linkwithin_hook\" id=\"http:\/\/sinaisdagente.com\/blog\/?p=950\"><\/div><script>\n<!-- \/\/LinkWithinCodeStart\nvar linkwithin_site_id = 197359;\nvar linkwithin_div_class = \"linkwithin_hook\";\n\/\/LinkWithinCodeEnd -->\n<\/script>\n<script src=\"http:\/\/www.linkwithin.com\/widget.js\"><\/script>\n<a href=\"http:\/\/www.linkwithin.com\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.linkwithin.com\/pixel.png\" alt=\"Related Posts with Thumbnails\" style=\"border: 0\" \/><\/a><script type=\"text\/javascript\">AKPC_IDS += \"950,\";<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Preferimos morrer a desistir de lutar pelo direito \u00e0 terra&#8221; Publicado no DN a 22 de Nov&#8217; Por Vanessa Rodrigues, Marab\u00e1 A desconfian\u00e7a reina na sede do MST em\u00a0 Marab\u00e1. 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